O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 23/10/2019
De acordo com a teoria Ética da Responsabilidade do filósofo alemão Hans Jonas, deve-se ter um estilo de vida de modo a viabilizar, sustentavelmente, a vida das futuras gerações. No entanto, nota-se que com o grande consumismo da sociedade brasileira, esse princípio tem perdido espaço para a grande quantidade de lixo e a falta do pensamento sustentável tem agravado a situação. Logo, medidas fazem-se necessárias para reverter o problema.
Primeiramente, é válido ressaltar que a grande quantidade de lixo produzido representa um problema. Segundo as leis newtonianas, toda ação resulta numa reação de igual intensidade no sentido inverso. Análogo à isso, observa-se que o consumo exacerbado, aliado à produção de lixo e a não reposição das matérias - primas, resulta num desequilíbrio ecológico em que a exploração excessiva gerará escassez de matéria, trazendo prejuízos econômicos para o governo brasileiro.
Ademais, a falta do pensamento sustentável nos indivíduos é outro agravante do problema. Ainda consoante ao princípio da responsabilidade, constata-se que o não incentivo da atitude sustentável é um crime em relação as gerações futuras. Percebe-se, com isso, não a viabilização da vida futura, mas a sua inviabilização ano após ano, uma vez que não há incentivo de medidas educacionais a fim de promover a consciência sustentável desde a pré - escola e nem ações visando engajar a sociedade.
Destarte, para reverter o quadro problemático medidas fazem-se necessárias. Cabe, portanto ao Ministério da Educação (MEC), juntamente com as organizações não governamentais ligadas à causa sustentável, promover oficinas educativas nas escolas, aos finais de semana, a fim de instruir não só os alunos, mas também a comunidade, acerca das diversas formas de reutilização do lixo produzido. Ainda nesse âmbito, deve-se promover discussões acerca do consumo consciente, de modo a manter o equilíbrio do consumo e da reposição de matérias - primas.