O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/10/2019

Em 1808, com a abertura dos portos por D. João, o consumismo deu seus primeiros suspiros em terras brasileiras. Já na contemporaneidade, após tantas mudanças, a voracidade por aquisições tem causado a superprodução de lixo. Essa situação caótica perpetua por conta da escassez de políticas públicas voltadas para amenizá-la.

Com os adventos da Revolução Industrial e Revolução Técnico-Científica, os mais diversificados produtos surgiram e inovaram os mercados. Contudo, com o passar das décadas, esses inventos são substituídos por outros mais modernos, com sofisticação e novos atrativos.

Assim, ficam obsoletos, e são, na maioria dos casos, descartados.

Esse descarte desenfreado ultima em enormes quantidades de resíduos, principalmente, nos grandes centros urbanos. É o caso da cidade de São Paulo, que, segundo o Instituto Gea, produz, diariamente, 14 milhões de quilos de dejetos, o que fere, arduamente, o meio ambiente.

Tal problemática transparece não ter relevância para o Estado, visto que as maiores atitudes - projetos de reciclagem e de coleta seletiva - partem de iniciativa da sociedade civil.

Sendo assim, cabe ao Poder Legislativo, com o intuito de apaziguar os impactos causados pelo excesso de lixo, criar uma lei que torne obrigatória a reciclagem em todo o Brasil. Isso se dará por meio da coleta seletiva, que reduzirá, notavelmente, o grande volume de descartados. Dessa forma, será possível amenizar, sensivelmente, esse cenário inserido no país.