O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 23/10/2019
O filosofo Platão citou: o importante não é viver, mas viver bem. O senso comum formado pelas sociedades contemporâneas que vivem sobre o capitalismo, de fato concordam com o pensamento de Platão, visto que, essa reflexão reflete nos dias atuais. De modo que, com a influência da mídia e do sistema capitalista, as pessoas começaram a consumir bens matérias em demasia, seja para satisfazer a necessidade de conforto ou somente o ato de possuir mais. Entretanto, quanto mais rápido o ato de consumir produtos é feito, de forma mais acelerada essas mercadorias são revertidas em lixo, gerando assim um problema para o Brasil, pela grande demanda de lixo que os brasileiros produzem e pelas circunstâncias de como é feita a atual gestão do lixo no país. Em consequência, causando prejuízos ambientais e impossibilitando o potencial socioeconômico ambiental.
Em primeiro lugar, urge ressaltar que no ano de 2010, no Brasil foi aprovada uma lei que instituía a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que em uma das suas medidas determinava o fim dos lixões. No entanto, é percebível que no cenário atual brasileiro, pouco mudou desde que essa medida foi instituída, fazendo com que a principal solução para o lixo produzido no país ainda seja os lixões, que por sua vez trazem grandes e em partes irreversíveis danos ao meio ambiente. Assim, pode se citar como exemplo o elevado potencial de depravação ambiental, seja na perda de capacidade agrícola por meio de contaminação do solo ou emissão de gazes do efeito estufa.
Outrossim, além dos depósitos a céu aberto serem maléficos ao meio ambiente, eles também obstam as potencialidades socioeconômicas que são possíveis por meio do lixo como negócio. Haja vista, que o lixo que a sociedade brasileira produz também pode ser uma forma de inclusão social, mediante a cooperativas de coleta seletiva, reciclagem e reuso, que geram emprego e renda. Por conseguinte, tal ato oferecido pela reciclagem, que é muitas vezes ignorado contribui de forma benéfica ao meio ambiente.
Portanto, a fim de formar consumidores mais conscientes, cabe ao Ministério da Educação incentivar as escolas a promoverem projetos pedagógicos envolvendo a comunidade escolar, alunos e pais. Como oficinas que ensinem a importância de reciclar, além de palestras sobre o consumo elevado dos brasileiros, visando então reeducar a sociedade sobre o consumo em excesso que acarreta no problema enfrentado pela gestão do lixo no país. Em adição, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional, auxiliar na ampliação das cooperativas de coleta e reciclagem, por meio de subsídios, tornando o lixo uma possibilidade de economia e renda, contribuindo com o meio ambiente e sociedade.