O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/10/2019
O filme “Wall-e”, da Pixar, retrata um planeta terra inabitável devido a atitudes irresponsáveis que fizeram dele um grande reservatório de lixo. Fora da ficção observa-se no Brasil, uma situação semelhante no que se diz respeito ao crescimento exponencial que vem ocorrendo com a geração de resíduos. Nesse contexto, deve-se analisar como o capitalismo e a negligência do poder público causam tal problemática e como resolvê-la
Primeiramente, é importante considerar o incentivo que o sistema capitalista faz ao consumismo. Isso porque, segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, vivemos em tempos líquidos, em que nada é feito para durar. Tal perspectiva pode ser observada por meio da obsolescência programada, em que os eletrodomésticos, por exemplo, são adquiridos e em menos de 3 anos já precisam ser substituído por novas tecnologias por novas tecnologias, revelando uma redução de seu tempo de vida útil, segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.
Outrossim, a negligência do poder público na gestão adequada dos resíduos agrava ainda mais a situação. Isso porque, apesar de haver legislação específica, falta fiscalização aos aterros sanitários e demais locais de destinação de detritos, bem como a punição de infratores. A exemplo disso, tem-se a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010, que estabeleceu o fechamento de todos os lixões até 2014. No entanto, infelizmente, percebe-se a inoperância dessa lei, tendo em vista de quase 3 mil lixões ou aterros irregulares, segundo a portal de notícias G1.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessarte, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve treinar profissionais para ministrar palestras aos discentes e suas famílias por meio da abordagem de temas relacionados à redução de consumo, reutilização de produtos e descarte correto de rejeitos. Para que dessa maneira, os impactos sejam reduzidos e a terra não se torne um reservatório de lixo como no filme “Wall-e”.