O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 24/10/2019

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, consolidou o capitalismo, disparou a quantidade de poluentes liberados na atmosfera por ações antrópicas e aumentou de forma significativa a quantidade de lixo produzido no planeta. Atualmente, a nação brasileira vive os desencadeamentos desse processo revolucionário e sofre com as imensas proporções de resíduos gerados pelo homem. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desse aspecto, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

De acordo com dados publicados no site do Instituto Gea, já chegaram a ser recolhidos 14 milhões de quilos de lixo em um único dia na cidade de São Paulo. Isso se deve a falta de reciclagem e reutilização dos objetos por parte dos cidadãos, que, na maioria dos casos, não reconhecem a importância dessas atitudes, pois não são orientados acerca disso.

Faz-se mister, ainda, salientar que essa produção exagerada de lixo não cria boas expectativas para o futuro do país. Já que, de acordo com o líder indiano Mahatma Gandhi, o futuro dependerá daquilo que fizermos no presente. Logo, se essa produção não for freiada, a quantidade de lixo no meio ambiente pode comprometer a qualidade e a quantidade dos recursos naturais que são atingidos por ele.

Diante do exposto, é imprescindível que as prefeituras promovam campanhas publicitárias, através das redes sociais, que estimulem e conscientizem sobre a importância de reciclar e reutilizar materiais em casa. É necessário, também, que esse mesmo órgão público instale pontos de coleta seletiva pela cidade e retribua os moradores que participarem com incentivo fiscal. Dessa maneira, a população brasileira se tornará ciente da importância da coleta seletiva e a colocará em prática, contribuindo, assim, para uma sociedade mais integrada e para a conservação dos recursos naturais.