O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/10/2019
A indústria cultural, definida pela Escola de Frankfurt, utiliza-se dos meios de comunicações para influenciar a massa dominante. Tal aspecto motiva o consumismo e por conseguinte, o acúmulo de lixo no Brasil do século XXI. Diante disso, o descarte inapropriado do lixo e o consumo exacerbado contribuem para efeitos negativos no meio ambiente e para a sociedade brasileira. Dessa forma, analisar o atual contexto é fundamental para mudar essa realidade.
Primeiramente, os descartes feitos pelos brasileiros em espaços errados propicia efeitos ruins para o meio ambiente e para as pessoas. Sendo assim, alagamentos, inundações, aumento da poluição, contaminação do solo e das águas, são as consequências do despejo impróprio dos resíduos. Acerca disso, segundo a reportagem do g1, cerca de 41,6% do lixo tem destino inadequado em território nacional. Ademais, ainda de acordo com a mesma fonte, de 2003 a 2014, lixo aumentou aproximadamente 29% no Brasil.
Em segundo lugar, o capitalismo move o consumismo, e esse favorece a produção de detritos. À respeito disso, a apelação das publicidades desencadeia a vontade dormente nas pessoas de comprarem aquilo que está na “moda”, entretanto, com a liquidez do mercado é impossível estar sempre por dentro das inovações. Assim, essa premissa confirma as ideias do filósofo Schopenhauer, uma vez que, a vontade é algo infinito e faz parte do ser humano. Porém, os desejos inatingíveis como estar na “moda” leva a frustração e angustia dos indivíduos, além de contribuir para a produção, acúmulo do lixo e consequentemente impactar, diretamente, o ecossistema.
Portanto, o despejo indevido do lixo e o consumismo afetam, negativamente, o meio brasileiro. Logo, o Poder Legislativo em conjunto da polícia devem reforçar as fiscalizações em todos os bairros dos estados brasileiros, por meio de patrulhas semanais, de segunda á sábado, com o intuído de aplicar corretamente as punições devidas para aqueles que descartam os lixos inapropriadamente. Assim como, urge a mídia e as escolas conscientizar as pessoas, no que tange ao consumo exagerado e seus efeitos no ecossistema, por via de publicidades informacionais espalhados por todos os veículos de comunicação, assim como a escola deve disponibilizar debates sobre o real efeito de estar na “moda”, com o objetivo de diminuir o consumo sem necessidade. Dessa maneira, a produção do lixo e seu acúmulo e as angustias do consumo irão diminuir. Destarte, as dominações da indústria cultural irão permanecer nas aulas de filosofia.