O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/10/2019
O processo de produção e circulação de bens foi potencializado após a Revolução Industrial, juntamente com o aumento da população, que se reflete no consumo e no lixo produzido. É inegável que a questão do consumismo e acumulo de resíduos, tornou-se um problema social e está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento em que se vive.
Com o desenvolvimento da globalização, o consumo tornou-se algo próximo para as sociedades, bem como a melhora relativa de muitos países subdesenvolvidos nos últimos anos também é um fato para o aumento da utilização de produtos e serviços. Segundo mostra a pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, apenas 28% dos brasileiros são compradores conscientes, o que evidencia o alto desejo consumista. Outro ponto é a obsolescência programada que é uma decisão do produtor em criar ou vender um artefato com durabilidade menor, para que o usuário o troque por uma geração nova.
Uma das consequências do consumo é a produção de lixo pela troca constante de produtos, causando maior descarte e de maneira incorreta. Soma-se a insto, a criação de lixões, muitas vezes clandestinos, que não tem nenhum tipo de tratamento para o lixo, e que contribui para a proliferação de doenças, principalmente para as pessoas que ganham a vida recolhendo lixo e para a população que vive em seu entorno.
Em virtude de tudo o que foi mencionado, tem-se a necessidade de campanhas midiáticas fornecidas por ONGs em parceria com o Estado para alertar a constante exploração dos recursos naturais. Outro ponto é o detrito produzido, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente em parceria com ONGs ambientais desenvolva projetos que incentivem a reutilização de materiais em comunidades. Além disso, é preciso também criar pontos de coleta seletiva nos bairros pelas prefeituras para que os moradores descartem de forma adequada seu lixo e assim evitem sujeiras nas ruas para melhor qualidade da população. Diante disso, parafraseando o químico Antoine Lavoisier, com o princípio da conservação das massas, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”