O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/10/2019

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a saúde como direito inerente a toda população. Torna-se, válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que o aumento do consumismo na sociedade gera, também, o maior crescimento do lixo. Nesse contexto, convém analisarmos como o capitalismo e o poder público geram essa problemática.

A priori, o capitalismo é o principal responsável pelo aumento do lixo e do consumo no ambiente social. Isso acontece, segundo o filósofo Adorno a população está consumindo mais, devido a “industrial cultural”, a qual cada todos os dias a sociedade é “bombardeada” de propagandas de comercialização, assim sendo influenciada a comprar, mesmo sem ter a necessidade daquele produto, comprando em sua maioria para ter apenas “status social” em sua comunidade. Consequência disso, aumentando a quantidade de lixo a ser descartado, que progressivamente mais lixo sendo “jogado” de qualquer jeito, pelo ambiente de furada esse lixo está todo preenchido, ocorreu com o aumento da urbanização, que cresceu de forma desorganizada no Brasil.

Ademais, o histórico do poder público influenciar na problemática do lixo. Isso é desde do período Colonial, que o governo incentivou a população, principalmente, mais carente que era em sua maioria, a ter ter mais filhos. A fim de obter mais mão de obra para suprir a necessidades da elite capitalista. Consequentemente, o rápido e desorganizado crescimento da população gerou a falta de espaço adequado para o destino desse lixo, criando vários lixões a céu aberto, dentro do ambiente urbano, aumentando o risco da sociedade adquirir doenças, como a leptospirose.

Medidas, portanto, torna-se necessárias para garantir pragmaticamente a saúde e o bem estar, como preconizar a Constituição. Desse modo, o Ministério da Saúde, em parceria como o Ministério da Educação, devem promover propagandas, por meio das mídias televisivas, digital e radiofônica, com o intuito de alertar a população para o consumo exagerado que está ocorrendo e evitar de ser influenciada por essas empresas, afim de evitar que a população compre apenas pela emoção, e não com a razão. Além disso, o Ministério da Infraestrutura, deve elaborar projetos, por meio de recursos do próprio governo, que foi arrecadado com imposto, para criar aterros sanitários longes da cidade, para evitar a contaminação do ambiente social. Com isso, indubitavelmente, haverá menos e lixo e em consequência menor risco de doenças no ambiente urbano.