O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/10/2019
Na Europa no século XVI, as más condições de higiene devido ao acúmulo de lixo e seu descarte inadequado provocaram o surgimento de diversas doenças que causou uma pandemia e dizimou 1/3 da população européia. Na contemporaneidade, com o crescimento desordenado da população, o consumismo desenfreado e, a persistência de práticas inadequadas no descarte do lixo tem provocado sérios problemas ao meio ambiente e o retorno de doenças erradicadas.
No Brasil, com o aumento da população nos centros urbanos e a facilidade no crédito levou a classe menos favorecida ao mercado de consumo. Com isso, o mercado através do capitalismo selvagem criou mecanismos que induz o consumo irracional e, a busca desenfreada pelo novo, tornando obsoletos produtos ainda úteis que são descartados muitas vezes de formas inadequadas. De acordo com Herbert de Sousa, só a participação cidadã é capaz de mudar o país. A frase do sociólogo brasileiro mostra que, o ser humano detém o poder de reparar e contribuir para a resolução dos problemas provocados por eles mesmos. De fato, através da participação popular poder-se-á minimizar os impactos negativos que o lixo tem provocado na sociedade e no meio ambiente, assim, ira contribuir na redução e reutilização de materiais que antes eram despejados nas ruas.
Outro desafio enfrentado é a falta de infraestrutura adequada na implementação das políticas públicas, como ocorreu com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelecia o fechamento de todos os lixões até 2014, e substituí-los por aterros sanitários, estes, não contaminam o solo, e ainda utiliza o lixo para a captação do metano de modo que, gera energia e benefício à população. No entanto, se percebe um descaso por parte do Estado, que não cumpre seu papel social e, acaba segregando aqueles mais pobres que não desfrutam da coleta regular aumentando assim a desigualdade e a proliferação de doenças como o sarampo, cólera. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, visto que, através da educação poderemos conscientizar a população no descarte adequado, a não cultura do desperdício, a lutar contra a obsolescência programada e a utilização da política dos 3R’s (Reciclar, Reutilizar e Reduzir).
Logo, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com Instituições Governamentais proporcione à população meios de descartes, mediante a implantação de coletas seletivas diárias através dos coletores de lixo. Ademais, são imprescindíveis, políticas públicas eficientes com objetivo de frear o descarte inadequado e, criar mais aterros sanitários, que possa reciclar e reutilizar esses resíduos. Através da educação possa incentivar a população a reciclar, descartar de forma consciente o lixo, para que, possamos diminuir o consumismo desenfreado e diminuir os impactos ambientais.