O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Com o advento da 1º Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no século XVIII, o mundo iniciou um período de consumismo desenfreado jamais visto antes. Nesse hiato, a maioria dos países não se prepararam para gerir todo o montante de resíduos produzidos por esta nova prática do mercado, problema que vem se perpetuando aos longo de décadas. No brasil, a problemática persiste intrinsicamente ligada a realidade do país, seja pela falta de politicas públicas eficiente na gestão do lixo, seja pela baixa adesão da população ao descarte sustentável dos resíduos advindos do seu dia a dia.
Em primeira análise, é necessário pontuar que os países de industrialização tardia, assim como o Brasil, tiveram um crescimento populacional rápido, concentrado nas maiores capitais e não organizado. Nesse contexto, ficou em segundo plano, um planejamento governamental a respeito do gerenciamentos dos resíduos produzidos pela sociedade e proteção do meio-ambiente. O questionamento do filósofo americano Richard Rorty em ‘‘que tipo de mundo queremos deixar para os nossos bisnetos?", é crucial no atual momento que vivemos, visto que na ausência de um planejamento serio sobre a destinação correto do lixo, consequentemente as gerações futuras serão impactadas de forma negativa.
Ademais, em situações em que a população é pouco consciente da importância de suas atitudes dentro da sociedade, como consequência, é exercido um menor protagonismo na participação de ações que objetivam melhorias de sua condição de vida. Nessa lógica, o pensamento do filosofo Sir Arthur Lima que diz ‘‘a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido’’, evidencia que, com uma escola que instrua o cidadão a realizar o descarte adequado do lixo, com efeito, um importante papel será exercido por pessoas comuns em prol da sociedade e do mundo que vivemos.
Portanto, urge que o Estado deve destinar maiores recursos ao Ministério do Meio Ambiente, além de promover campanhas de conscientização através da mídia, com o uso de propagandas com o intuito
de incentivar não só a coleta seletiva no bairros, mas também, o uso responsável de produtos descartáveis. Dessa forma, será garantido uma destinação sustentável do lixo na sociedade contemporânea.