O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/10/2019

No filme Wall-E, é retratada a história de um robô, que tinha como função limpar a Terra, a qual estava inóspita, devido as ações humanas no meio ambiente. Fora da ficção, o descaso humano com o meio ambiente pode se relacionar com o lixo na sociedade consumista brasileira, o qual colabora para o cenário visto em Wall-E, devido, não só a falta de consciência da população ao descartar, mas também a brevidade dos produtos na sociedade moderna.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, a ausência de conhecimento e o precário ensino no Brasil, colaboram para o despejo incorreto do lixo. Para o filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, a educação é o único método de transformar o indivíduo e sua sociedade. Nesse sentido, o ensino dos modos corretos de descarte e da politica dos 4 R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Reparar), tornam-se os caminhos para a transformação da realidade brasileira. Dessa forma, problemas ocasionados pelo modos errados de se tratar o lixo, como exemplo as enchentes, irão desaparecer.

Além disso, a brevidade do tempo de duração e dos produtos aliada à sociedade de  consumo, corroboram para o aumento da quantidade de lixo. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ‘Vivemos em tempos líquidos, nada é pra durar’. Nessa lógica, a pouca durabilidade dos gêneros está associado ao mundo moderno, o qual preza pelo lucro e o consumo exagerado de bens,e despreza nas consequências dessas ações.

Em vista disso, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a solução do problema urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de parcerias com ONGs, palestras e campanhas nas escolas, que ensinem a política dos 4 R’s e o descarte correto de lixo,  e alerte sobre as consequências do consumo exagerado, a fim de se formar uma sociedade consciente de suas ações, e dos efeitos ocasionados por estas.

Somente assim, irá-se prevenir que a Terra não se torne igual a de Wall-E.