O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 30/10/2019
O filósofo Hegel defende a tese de que o pensamento social evolui com o decorrer da história, visto que a sociedade passa a adotar ideais coletivistas que objetivam garantir a inclusão e a igualdade de toda a nação. Não obstante, a crescente produção de resíduos sólidos, que tem como precedente o fortalecimento da ideologia consumista no Brasil, põe em risco a integridade ambiental e da população, o que demonstra a predominância de uma mentalidade individualista em relação a esse tópico e, consequentemente, indica um retrocesso de acordo com Hegel.
A priori, fatores como o aumento do consumo de produtos descartáveis, o descarte inadequado do lixo e a ausência de forma adequada compromete a estabilidade dos ecossistemas nacionais, uma vez que o lixo, ao entrar em contato com a vida selvagem, reage de forma negativa com a fauna e flora regional. Tal fato é demonstrado pela atual situação do arquipélago de Fernando de Noronha, dado que os turistas dessa área eliminam objetos de plástico, vidro, metal e entres outros materiais no local, o que foi responsável pela contaminação da bacia hidrográfica da ilha e, posteriormente, uma redução na qualidade de vida de sua população animal.
A posteriori, o consumismo exacerbado é um hábito insustentável a longo prazo, já que a poluição física causada pela produção de resíduos sólidos em larga escala contribui para a redução do poder aquisitivo do indivíduo. De acordo com um artigo publicado pelo jornal BBC, a produtividade e a saúde física dos trabalhadores é reduzida de acordo com a preservação do ambiente do seu local de trabalho, o que diminui sua renda e, em seguida, afeta sua estabilidade mental, visto que seu ritmo de consumo é comprometido e forma-se um estado de abstinência.
Logo, é crucial que o Estado adote medidas para combater esse problema. O governo deve aplicar medidas para reduzir o descarte de lixo inadequado em meio natural, atitudes como fornecer verba e mão de obra especializada em descontaminação para reservas ambientais e a fiscalização por agentes federais de indivíduos que contribuem para essa poluição são vitais para garantir a integridade desses locais. Além disso, o financiamento de palestras em instituições acadêmicas lideradas por ativistas ecológicos são importantes, uma vez que, ao abordar a nocividade do consumismo exacerbado para a natureza e a autonomia econômica do indivíduo, garante que as próximas gerações desenvolvam hábitos mais saudáveis socialmente e, consequentemente, garanta o avanço da nação.