O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 31/10/2019
A partir do conceito de Contrato Social, Thomas Hobbes defende que a natureza humana tende à maldade, o que pode prejudicar o próprio indivíduo. No entanto, os seres humanos necessitam se proteger de caos que eles mesmos constroem. Diante dessa perspectiva, cabe analisar não apenas a importância da coleta seletiva, mas também o consumismo gerado pelos brasileiros.
Ademais, a educação é um fator primordial para o desenvolvimento de um país, com isso, a coleta seletiva consegue se concretizar quando as pessoas separarem seus lixos, seja em suas residências ou em ambientes privados, nos latões indicados. Contudo, a realidade é justamente oposta e o resultado é claramente refletido no acúmulo de resíduos sem passar pelo processo de reciclagem e tendo destino adequado. De acordo com os dados do G1, em 2014, cerca de 41% dos lixos são depositados em locais impróprios.
Outrossim, o consumo excessivo de produtos embalados causa um elevado aumento na produção de sujeira, e isso ocorre, devido a satisfação que o mercado proporciona ao consumidor e a praticidade nos horários de refeições, gerando ainda mais dejetos que não são reaproveitados. Assim, já dizia Antoine Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, então o lixo pode retornar para a população de forma diferente, por exemplo, como um caderno ou uma garrafa pet.
Diante dos fatos mencionados, a problemática do consumo de lixo no Brasil, pode ser amenizada. Caberá ao Governo aprimorar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), por meio da coleta seletiva e o destino certo do mesmo. Conquanto, a mídia tem como dever, promover campanhas para expôr o conceito dos 3Rs - Reduzir, Reutilizar e Reciclar- para melhor sustentabilidade do planeta. Espera-se com isso, minimizar o desperdício e reaproveitar suas sujeiras.