O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 01/11/2019

Revolução Industrial, urbanização e obsolescência programada. Diversos foram os fatores que contribuíram para a maior produção de lixo decorrente do consumo exacerbado, entre eles a sociedade e governo que  apresentam-se negligentes, coniventes e indulgentes para com o desperdício dos recursos da Terra. Além disso, a má gestão de lixo por parte dos municípios gera prejuízos ambientais e desperdiça potencialidades socioeconômicas.

Em princípio, modelo socioeconômico capitalista faz com que as pessoas desenvolvam o hábito de trabalhar e consumir. Somado a isso, o sistema toyotista, um modelo flexível, com produtos diversificados e pouco duráveis, gerou o ciclo da obsolescência programada, um modelo de produção que faz com que os produtos não durem e os consumidores tenham que consumir para suprir suas necessidades. Esse fato contribuiu para a ascensão do consumismo-devido a essa necessidade de comprar pois os bens paravam de funcionar- que por sua vez necessita de recursos que são retirados do planeta, o qual é uma fonte limitada e frágil, mas continua sendo utilizado para a fabricação em larga escala. Dessa forma, o consumo exacerbado e o capitalismo geraram o sucateamento da Terra e o aumento do lixo na sociedade brasileira.

Em segundo plano, de acordo com a Organização das Nações Unidas(ONU), o Brasil é o 5° maior produtor de lixo do mundo. Diante dessa enorme quantidade, as potencialidades econômicas deveriam ser aproveitadas, o material poderia ser utilizado como biogás e termelétricas de lixo. No entanto, isso não ocorre,visto que esse lixo em regiões que não possuem serviços de saneamento básico ficam expostos contribuindo para a proliferação de doenças, além de causar a alteração do microclima, não sendo utilizados para gerar lucro. Outrossim, o descarte inadequado prejudica o meio ambiente causando a contaminação do solo e de lençóis freáticos corroborando para problemas no uso da água e danos à saúde.

Diante do que foi exposto,com o intuito que o lixo seja melhor administrado, urge que os municípios unam-se e estruturem aterros sanitários compartilhados, por meio da integração das cidades, as quais devem destinar parte do orçamento, contribuindo com a manutenção, custos e benefícios. Ademais, com o fito de que a produção de lixo seja reduzida, é imperioso que o Governo, o responsável pelo bem estar da população e manutenção do meio ambiente equilibrado, estimule as empresas  a terem a estrutura para que seus produtos retornem à cadeia produtiva, por intermédio de incentivos fiscais.