O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Na animação “Tá Chovendo Hambúrguer” o personagem Flint Lockwood é um jovem inventor que cria uma máquina capaz de transformar água em comida, atendendo pedidos da população Flint faz chover os alimentos que desejam consumir na cidade em que moram várias vezes ao dia causando graves consequências, além da montanha de comida desperdiçada. Fora da ficção o consumo em demasia e o aumento do lixo tornam-se um ciclo que precisa ser quebrado.
Em primeira instância o consumismo caracteriza-se pela aquisição exacerbada de produtos. A fim de suprir necessidades básicas ou aquelas que pensamos ter e até mesmo caprichos o ser humano consome, o problema surge quando a aquisição sai do controle. Para vender é necessário atrair clientes, por isso pequenas e grandes empresas investem grandes quantias em propagandas oferecendo além de produtos a ideia de realização e satisfação que ter algo pode trazer, mesmo que o indivíduo não precise daquilo, ademais como estratégia esses mesmos produtos são fabricados para que tenham pouca durabilidade obrigando assim as pessoas consumirem mais e mais sem se preocupar com o que isso pode causar no meio em que vivem e consigo mesmas.
Como consequência o volume do lixo aumenta de forma desenfreada, os hábitos de consumo do brasileiro não acompanham atitudes que ao menos minimizem o problema. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem” essa máxima de que o ser humano prejudica a si e aos seus se revela verdadeira nos dias de hoje, o lixo produzido que apenas em São Paulo corresponde a 14 toneladas por dia são descartados em lixões a céu aberto causando a contaminação do lençol freático e proliferação de pragas transmissoras de doenças, por exemplo. Quanto mais o consumismo se revela, maior é produção de resíduos sem tratamento resultando em um ciclo vicioso.
Diante dos fatos apresentados medidas devem ser tomadas para resolver tais questões. É papel da mídia, principalmente televisão e rádio visto que tem largo alcance difundir campanhas de conscientização alertando os impactos do consumismo no aumento do volume do lixo. O Ministério do Meio Ambiente deve criar políticas públicas que permitam a formação de aterros sanitários pelo país como alternativa a lixões que são extremamente prejudiciais. A sociedade por sua vez possui extrema importância na resolução do problema repensando seus hábitos, analisando se realmente precisam de determinados produtos e por consequência reduzir o consumo do que é supérfluo e além disso reciclar, aumentando a vida útil dos objetos. Só assim o ciclo será quebrado.