O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 13/12/2019

A cantora estadunidense Ariana Grande, em sua música “7 Rings”, retrata o consumo exagerado, como na frase: “Eu vejo, eu gosto, eu quero, eu compro”. Nesse sentido, na contemporaneidade é de fácil percepção o alto consumismo como fonte para obtenção de “status” (ou seja, prestígio social). De modo que, causa diversos problemas, tais como, acumulação de lixo na sociedade brasileira. Acerca disso, cabe uma discussão, bem como os prejuízos fomentados em virtude do alto consumo.

A priori, é fulcral ressaltar a elevada taxa de consumismo na atualidade, como forma de ascensão social. O filme, “A História das Coisas” reflete sobre como funciona a produção nas indústrias, o uso do produto e o seu descarte. Além disso, faz uma crítica ao padrão estabelecido pelo sistema capitalista, onde tudo é produzido com a finalidade de ser consumido. Deduz-se que, a atual população é constantemente induzida ao consumo em larga escala, onde quem tem mais é melhor socialmente, o que resulta, na desigualdade social em questão no século XXI.

Em segundo lugar, vale lembrar do aumento de resíduos sólidos descartados de maneira incorreta, como uma das consequências do consumismo. Em vista disso, o curta-metragem “Ilha das Flores” apresenta um lixão, situado em Porto Alegre, evidenciando a forma como o lixo tem seu destino final. Diante disso, em países subdesenvolvidos os investimentos voltados à programas de reciclagem e aterros sanitários não são muito comuns, o que não é diferente no Brasil. Conclui-se que, os descartes inadequados desses resíduos causam danos ao solo e a saúde humana, além de ser um desperdício de geração de energia.

Depreende-se, portanto, uma grande geração de resíduos resultantes do consumo exacerbado na pátria amada. Cabe ao Estado, investir em programas de coleta seletiva e aterros sanitários. Ademais, conscientizar a população desde a infância, inserindo na “Base Comum Curricular”, matérias voltadas à causa supracitada. Para que assim, a próxima geração seja mais coerente no quesito consumo de bens.