O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 03/02/2020
Com o advento da maquinofatura promovido após Revolução Industrial,a produção de bens de consumo alavancou-se de maneira exorbitante.Nesse viés,o Brasil acompanha a evolução do sistema capitalista e apresenta desafios relacionados ao descarte responsável de subprodutos.Indubitavelmente, pode-se observar que políticas de consumo consciente são amplamente refutadas no país,logo, danos inexoráveis ao ecossistema são ocasionados colocando em risco a saúde da população e do planeta.Nessa vertente, pode-se dizer que falhas relacionadas ao planejamento sustentável decorrem via ausência de aspectos legislativos associados à ampla alienação publicitária.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o cenário hodierno é demarcado por uma liquidez dinâmica. Nesse sentido, a indústria da publicidade aproveita-se da fragilidade do homem contemporâneo,cujas mudanças constantes tornam-se oportunas para o consumismo irracional. Em outras palavras,mudam-se os segundos,mudam-se as necessidades e a lucratividade comercial beneficia-se.Entretanto,a inconstância promovida pelo lucro contrapõe-se a um paradoxo quase que irremediável: gera lixo e prejuízos sociais. Celulares,carros,roupas…O giro da moda,da tecnologia e do automobilismo são exemplos que comprovam a necessidade do verbo “ter”. Não obstante, a alienação publicitária estimula trocas de mercadorias sucessivamente e aquilo que foi “necessário” passa a ser um acúmulo de peças jogadas em um canto qualquer.
Além do mais,não existem leis que tornam obrigatoriedade o descarte correto desses subprodutos. Baterias,pilhas,plásticos…resíduos do consumo excessivo vão para qualquer local contaminam o solo e cicatrizam o meio ambiente.Outrossim,a ausência de coleta seletiva faz com que o brasileiro participe de um ciclo reverberante sem fim,cujo consumo desorganizado alicerça um mosaico de materiais e substâncias popularmente chamados de “lixões”.Nessa circunferência, o poema de Manuel Bandeira “O Bicho” denuncia o desequilíbrio decorrente do consumo, haja vista que seus versos apresentam o homem “catando” detritos na imundície.Logo,percebe-se que o excesso de uns contrapõe-se as necessidades de outros e neste emaranhado de danos,a sustentabilidade é ceifada por consequência de uma legislação subversa.
Torna-se evidente, portanto,que medidas são necessárias para resolver a problemática do lixo irresponsável.Em decorrência disso, o Ministério do Meio Ambiente, deve criar uma lei que isente do imposto de renda a população que comprove sua participação no descarte correto, além de beneficiar empresas que reutilizam matéria prima( via reciclagem), afim de promover uma sociedade baseada na sustentabilidade.Dessa forma, será possível traçar caminhos para superar esse obstáculo.