O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 15/03/2020
’’ Somente quando a última árvore for cortada, o último rio poluído e o último peixe pescado, é o que o homem vai perceber que não se pode comer dinheiro’’. Frase dita por um índio em uma carta enviada ao ex-presidente norte americano, que queria comprar terras indígenas.Tal situação se perpetua nos dias atuais, visto que há um crescimento excessivo de produção de lixo e consumo na sociedade brasileira. A partir disso faz-se pertinente analisar o consumo sem consciência, assim como o modo de vida da sociedade, interferem na geração de lixo e consumo exagerado.
A compreensão desse quadro requer o reconhecimento de que a população atual consome sem pensar nos resultados que seus lixos geram para o meio ambiente. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 2018, 56% das cidades brasileiras depositavam o seus lixos de forma inadequada, além disso, o Brasil é o 4º país que produz plásticos e um dos que menos recicla. Esse pensamento encontra ecos na ideia do filosofo Karl Marx, onde ele diz que a população não pensa na consequência gerada, apenas no produto. Dessa forma, constroem-se uma massa de indivíduos consumistas e que não pensam na resultância de seu consumo.
Outrossim, a sociedade contemporânea não se mantêm atenta em relação a como o seus modos de vida extremamente consumistas e que estão totalmente interligados a influências externas, contribui diretamente com o acumulo de lixo. Nesse contexto, consolida-se o pensamento do sociólogo Bordieu, que as ações humanas são comandadas por agentes externos.Com efeito de tais ações, influenciadas muitas vezes por meios midiáticos, a população consome sem conscientização de que seus modos de vidas contribui para o excesso de lixo.
É necessário, portanto promover ações concretas as quais alterem esse quadro.Logo, cabe ao Estado junto a agentes midiáticos, a tarefa de conscientizar a população brasileira de seus atos, mediante a propagandas e palestras totalmente aberta a sociedade, com o fito de causar uma percepção ao público de suas maneiras de consumo e produção de lixos.Espera-se dessa forma uma sociedade conscientizada e que perceba a gravidade de seu consumismo antes que aconteça o que já foi citado na frase acima, onde o homem só percebe a consequência de suas escolhas quando a última arvore é cortada e o último rio poluído.