O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 07/04/2020
O lixo e o consumismo
Ecologia e meio ambiente não são assuntos tratados com grande importância por líderes governamentais, pois fica claro para a sociedade a grande dificuldade de administrar o constante desespero da natureza mediante a sociedade consumista atual.
No Brasil, além da sociedade ser predominantemente obcecada por bens materiais e pela intensa exaltação do capitalismo, é uma sociedade que não foi educada para reciclar o lixo descartado e evitar o aumento descontrolado de resíduos tóxicos que acabam destruindo o meio ambiente.
Uma das causas citada pela professora especialista em redações e linguagens, Jana Rabelo em seu vídeo para o YouTube é falta de infraestrutura, problema facilmente identificado. É evidente que a falta de aterros sanitários não afeta apenas a qualidade do solo, a qualidade do ar que respiramos também sofre efeitos prejudiciais, consequentemente diminuindo a qualidade de vida das pessoas que vivem perto de lixões e/ou simples vielas com acumulo de substancias não biodegradáveis, causando prejuízos para a saúde da população, ou melhor, da população com uma menor condição financeira, que são os mais afetados pelo descarte indevido de lixo.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecia o fechamento de todos os lixões até 2 de agosto de 2014 e transformados em aterros sanitários até o final do mesmo ano, o que obviamente não foi cumprido.
Ela cita também a cultura do consumismo e do desperdício, é possível perceber de uma forma simples que aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos por exemplo, saem das fábricas com um prazo de validade pré-estabelecido, em volta dos 18 meses de uso os problemas começam a aparecer, o que novamente a exaltação do capitalismo e a constante perseguição pelo consumismo.
Sem dúvidas, a responsabilidade de todo resíduo descartado de forma displicente na natureza, é de toda a humanidade, e se não for pensado de uma forma objetiva e rápida para sanar, ou ao menos amenizar tal problema, o preço a ser pago será alto, maior do que o que já está sendo pago com o desequilibro do planeta, tendo como consequência evidente as várias catástrofes naturais espalhadas por todo o globo terrestre.