O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 04/04/2020
Em 2001, após o atentado terrorista contra as Torres Gêmeas, no dia 11 de setembro, o presidente dos Estados Unidos recomendou que os cidadãos fizessem compras, a fim de se recuperar do estado de choque. Tal conjuntura não se distancia da realidade vivida no Brasil, visto que muitas pessoas ainda recorrem ao consumismo em busca da satisfação. Diante disso, vale ressaltar ainda a necessidade do descarte consciente dos produtos, decorrente do seu uso.
Em primeiro lugar, deve-se reconhecer a intencionalidade por trás de determinados fábricos, como roupas, eletrodomésticos e aparelhos digitais, fazendo com que se tornem obsoletos a médio prazo, de forma que sejam ou não preservadas suas finalidades. Dessa forma, eles podem ter a perda da sua utilidade já prevista, trazendo falhas futuras, ou de forma perceptiva, com o surgimento de novas versões aprimoradas. Isso contribui para a consolidação de uma cultura do consumo, que, segundo o conferencista e escritor americano John Piper, tem como marca a redução do “ser” para “ter”.
Em segundo lugar, devido aos fatores supracitados, ocorre o descarte excessivo de itens depois de usufruídos e, por conseguinte, a geração ascendente de lixo. De acordo com Annie Leonard, cientista ambiental americana, a humanidade está produzindo mais lixo que o planeta pode aguentar. Não obstante, reverbera-se na sociedade o menoscabo desse imbróglio, denotando-se com a ausência de medidas veementes por parte das autoridades públicas diante da excessiva aquisição de mercadorias.
Portanto, subterfúgios são necessários para resolver esse encalhe. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as escolas, promover palestras e atividades extracurriculares, tornando os adolescentes cientes do destino dos materiais rejeitados e de práticas de reciclagem, a fim de fazê-los compreender o problema, aplicar as ações recomendadas em seu cotidiano e incentivá-los a informar outros indivíduos. Dessarte, será possível construir uma população menos consumista e mais sustentável.