O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 04/04/2020
O documentário “Um oceano de plástico, disponível na plataforma Netflix, retrata de forma impactante uma degradação do ambiente marinho causada principalmente pelo lixo. Fora das Telas, a situação se equipara, visto que, a sociedade capitalista é extremamente consumista e os órgãos governamentais negligenciam o descarte dos resíduos. Urge, portanto, que medidas sejam implementadas para mitigar esses obstáculos.
Mormente, com o fim da Guerra Fria, ocorrida no séc. XX, houve a globalização do capitalismo e consequentemente o incentivo ao aumento do consumismo, dado que a economia depende da comercialização de produtos. Sob esse viés, uma das estratégias utilizadas para manter o mercado consumidor e que interferem diretamente na produção de lixo, é a obsolescência programada, no qual produtos são fabricados para terem tempo de vida útil reduzido, e logo serem descartados e substituídos por novos. Tal estratégia é ainda mais prejudicial quando aliada a cultura do modismo, pois sobrecarregam o planeta com resíduos desnecessários, que demoram milhares de vezes, mais tempo para se degradar, do que para se produzir.
Outrossim, é imperioso referendar o papel do Estado, no que se diz respeito a negligência em políticas de recolhimento e descarte correto de lixo no Brasil. O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), estabeleceu como lei a erradicação de lixões no país até 2014, entretanto inúmeras cidades até o ano atual não cumpriram com seu dever, e apresentam lixões como principal o local de descarte, causando assim problemas ambientais com a queima e degradação dos rejeitos descartados incorretamente. Além de não contarem com uma coleta apropria de materiais, que poderiam ser reutilizados.
Fica claro, portanto, que para a diminuição dos impactos do lixo na sociedade, é indubitável que o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto aos governantes promovam programas de cuidados ambientais, como o “Lixo Zero”, que visem a substituição de lixões por aterros sanitários, que prejudicam menos o meio ambiente. Além de políticas de conscientização e punições às cidades que descumprirem seu papel no descarte de lixo, incentivando a criação pontos de coleta seletiva e reutilização. Para, então, manter o ambiente terrestre e aquático livres de rejeitos que os prejudiquem, tais como os plásticos.