O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 05/05/2020
A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra se desdobrou em todo o mundo sendo impulsionada pelo Capitalismo que visa a produção e o consumo para a obtenção do lucro. Posteriormente,foi fortemente intensificada nos anos de 1930 com o estilo de vida americano “American Way of Life”, fazendo com que houvesse grande escoamento na produção de bens, marcando um estilo de vida consumista. Nesse contexto, vê-se que o estilo de vida americano permeado pelo consumo exagerado está presente na sociedade brasileira hodierna, trazendo inúmeros prejuízos ambientais, sanitários e sociais. Dessa forma, é evidente o aumento da crise do lixo que é estendido, por sua vez, pela ausência de uma infraestrutura adequada para a destinação desses resíduos.
A princípio, devido à falta de aterros sanitários suficientes para a destinação final dos resíduo, a maior parte do lixo no Brasil é levado para lixões de céu aberto, contrariando a Política Nacional de Resíduos Sólidos proposto em 2010 que determinava o fechamento de todos os lixões brasileiros. Não obstante, observa-se uma série de prejuízos ambientais a partir dessas ações, inicialmente a produção de chorume pela matéria orgânica, podendo contaminar não apenas o solo, mas também do lençol freático, somado a emissão de gases ligados ao efeito estufa, como o metano, principalmente interferido no clima.
Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém a indicadores sociais que o aproxima de países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que exitem realidades completamente distintas em que pessoas estão fortemente alienadas a obsolescência programada e há indivíduos que vivem na miséria que que sobrevivem do lixo. Segundo o geógrafo Milton Santos, a globalização se apresenta como fábula por invisibilizar acontecimentos sociais, pois a desigualdade social é perversa, tornando as relações sociais cada vez mais limitadas. Outrossim, indivíduos que vivem em contato direto com o lixo estão mais sujeitos ao contágios de doenças infecciosas carregadas por vetores atraídos pelo lixo a céu aberto, aumentando por exemplo os casos de cólera, dengue e leptospirose.
Portanto, é necessário que se combatam os valorem impostos pela sociedade de consumo, assim, o Governo Federal em parceria com as ONGs ligadas a questões socioambientais, promovam campanhas informativas que visem desconstruir o consumismo entre os brasileiros, por meio das mídias televisivas, radiofônicas, sociais e impressa devido a sua grande abrangência em que sejam explicados os danos do consumismo ao meio ambiente, à sociedade e a saúde pública, bem como mostrar estrategias de para reduzir o consumo e e reaproveitar, reutilizar e recilicar, quando possivel.