O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 17/04/2020
Celulares, computadores e televisores. Diversos são os eletrônicos cuja oferta bombardeia a publicidade Brasil afora, na desesperada tentativa de gerar a necessidade pelo seu consumo. Contudo, o consumismo desenfreado é um recente causador de diversas doenças que afetam a saúde do próprio usuário e também da sociedade, assim como tem aumentado as desigualdades sociais em razão da desproporção no poder de compra das variadas classes sociais.
Nesse diapasão, verifica-se que há uma onda de consumismo que é fomentada pela industria dos eletrônicos que, por meio da mídia, vende a necessidade de atualização constante destes, em razão de novas tecnologias “indispensáveis” para a vida moderna. Consoante disposto, estima o IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor - que os computadores e celulares mais modernos possuem vida útil de 2 a 3 anos e, posteriormente, tornam-se lixo eletrônico.
Outrossim, o avanço do consumismo possui um preço que é pago pelos próprios consumidores e pela sociedade. Dentro do espectro individual, importante lembrar das doenças que podem ser causadas pelo acumulo obsessivo, que faz com que certas pessoas acumulem verdadeiros lixões dentro de suas casas, sendo estes fontes de doença para a própria pessoa e para a vizinhança. Entretanto, o impacto é ainda maior para os mais pobres, que são afetados diretamente pelo descarte inadequado dos bens de consumo, de modo que convivem lado a lado com locais inadequados de descarte de lixo, expondo os mesmos a diversas doenças e pragas urbanas como ratos, baratas e escorpiões.
Logo, a superação da ideologia consumista depende de ação do Ministério do Desenvolvimento Urbano que, em fomento às ONG’s ligadas à sustentabilidade, realize propagandas na televisão e redes sociais por meio de postagens patrocinadas em páginas de influenciadores digitais, com o objetivo de ensinar à população o ideal do consumo sustentável, assim como conscientizar sobre o descarte correto desses bens.