O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 19/04/2020
A telenovela “Avenida Brasil”, líder em audiência em 2012, teve grande repercussão no Brasil e tinha um lixão como cenário para o desenvolvimento da trama. Entretanto, a questão do dinheiro deveria ser mais que a da televisão, visto que a sociedade brasileira ainda segue um modelo de alto consumo, o que faz a mesma coisa para o meio ambiente. Em primeiro lugar, é notável a influência do modelo de produção capitalista no volume de lixo gerado. A razão do crescimento populacional nacional, a demanda por produtos aumentados, o aumento da produção e a maximização de lucros, a criação de um ciclo de consumo benéfico para as empresas que se tornaram perpetuadas por técnicas como a obsolência de programas que diminuem a vida útil de fazer com que os produtos venham a se tornarem lixo e sejam impactados pelo mesmo. No entanto, de acordo com o filósofo Hans Jonas, as ações devem ser tomadas de acordo com as leis de participação para a sociedade, o que é uma exigência de uma futura prestação de contas da sociedade brasileira. Por conseguinte, os problemas do lixo extrapolam as questões puramente ambientais e também denunciam os contrastes sociais do país. Em 2007, 40% dos EUA utilizavam lixões, que se tornaram úteis para a contaminação do solo e da água pelos lígamentos e gases liberados, para a descarte de resíduos. Apesar disso, o lixão é uma moradia e uma fonte de renda para as famílias excluídas socialmente, como é retratado pela telenovela “Avenida Brasil”. Em suma, é possível perceber que o lixo não é tão descaso quanto ambiental, mas também o social.