O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 28/04/2020

Por muito tempo, a produção artesanal era responsável por grande parte do consumo global. Entretanto, com a entrada da revolução industrial no Brasil, as mercadorias passaram a ser fabricadas em massa, gerando um cenário comum ao capitalismo. Tal inovação, embora objetivasse a otimização de processos produtivos, passou a apresentar problemas no  âmbito social, haja vista que a cultura do consumo brasileiro gerou graves consequências ambientais.

A referida cultura do consumismo na sociedade brasileira pode ser explicada como uma forma de “consumo líquido” — termo usado por Zygmunt Bauman — que se refere ao esbanjamento de bens materiais como forma de encontrar um tipo de hierarquia social, daí se dá o termo “compro, logo existo”. Nesse sentido, o mercado capitalista, como produtor em massa, demonstra um cenário atrativo para a insatisfação pessoal, oferecendo meios para aliviar o vazio interior por meio de compras excessivas e relações afetivas baseadas na “liquidez”.

Como consequência do consumo intensivo de produtos, é observado uma porção de problemas ambientais. De acordo com pesquisas realizadas pelo WWF (World Wildlife Fund), o Brasil e o quarto maior produtor de lixo no mundo, “São 11.355.220 toneladas e apenas 1,28% de reciclagem” diz o estudo. Além disso, vale ressaltar que uma grande parcela dos dejetos produzidos são descartados incorretamente, causando danos ambientais em grande escala, os quais apenas intensificam, porquanto órgãos responsáveis não agem em prol deles.

Urge pois, que medidas sejam tomadas com o objetivo de acabar com o problema discutido. Para isso não caberia somente ao Governo a criação de leis que objetivassem a criminalização do descarte inadequado de entulhos, mas também programas sociais os quais objetivassem conscientizar a população sobre o destino do seu próprio lixo. Desse modo, o cidadão Brasileiro poderá atingir a condição de reflexão. rompendo com a ideia líquida iniciada desde a Revolução Industrial.