O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 13/05/2020

A partir anos 50, com o governo de Getúlio Vargas, o Brasil teve um grande impulso na industrialização e as condições de trabalho melhoraram significativamente, como consequência, o poder de consumo sofreu um aumento. Entretanto, junto com esse consumo exacerbado não se criou uma cultura de reciclagem e destinação correta do lixo produzido. Portanto, a obsolescência programada, junto com os lixões a céu aberto são problemas que afetam o meio ambiente e a população, precisando então ser urgentemente resolvidos.

Em primeira instância, é preciso esclarecer que as empresas possuem cada vez mais necessidade de vender, assim estimulando na sociedade um consumo exagerado, pois se compra muito e troca-se constantemente de produtos, ocorrendo um número de descartes muito elevado. Contudo, os produtos consumidos e descartados não vão para seus destinos de forma apropriada, muitas vezes sendo levados para lixões de céu aberto. Tais lixões prejudicam o local em que são localizados, poluindo o solo e todo o arredor, sujando lençóis freáticos e tornando o terreno infértil. Porém, caso fossem descartados de maneira correta, muitos desses resíduos poderiam ser reutilizados como combustíveis ou até mesmo na produção de outros produtos.

Em segunda instância, é de extrema importância relatar que, segundo dados de uma pesquisa da Abrelpe, o volume do lixo produzido no Brasil aumentou 1,7% em 2015. Nesse sentido, pode-se observar que a cada ano, junto com o crescimento do País, a quantidade de lixo produzido cresce e tem como a principal causa a sociedade consumista que é que vivida atualmente, acrescer de uma falta de educação direcionado a esse tema. Desse modo, é possível perceber que na sociedade contemporânea, a lei do uso e desuso vem sendo cada vez mais empregada, uma vez que, a facilidade em obter produtos cresceu com o uso dos cartões, das divisões de crediários e tantos outros, que dão aos indivíduos a ideia de felicidade, visto que foi estabelecido que quando mais se tem, mais feliz se é.

À vista disso, em prol de resolver o impasse, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente, aliado com ONGs ambientais, crie campanhas estimulando que a população conserte e reutilize seus produtos, como já é feito em outros países como a Suécia. Ademais, é preciso também acabar com os lixões, realizando acordos com empresas preocupadas com o pós consumo, no descarte corretor de resíduos de seus produtos. Destarte, as ONGs devem auxiliar e assistir as famílias que vivem de recolher tal lixo para que o fim de tais instalações não prejudique ninguém. Assim, em alguns anos, um Brasil mais sustentável será uma realidade possível.