O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 14/05/2020

Por  usufruir de um sistema capitalista de mercado, a economia do Brasil atual é movida pelo consumo, ocasionando em uma produção de bens descartáveis elevada. Tal fato é preocupante devido ao destino desses produtos, como embalagens plásticas, que ao serem descartados se juntam às mais de 80 mil toneladas de lixo produzidas diariamente no Brasil. Além de sua alta produção, os dejetos não recebem o tratamento devido, gerando diversos impactos negativos na natureza.

Como já mencionado, um dos males do sistema capitalista em que vivemos, é a necessidade do consumo e produção para o sustento da economia. Isso por sua vez leva a uma produção de lixo desenfreada, já que muito do que é consumido é descartado, como garrafas e sacolas plásticas. Essa produção, se não controlada, ocasionará em uma degradação definitiva do planeta, como visto na animação norte-americana “Wall-e”. Nessa produção, devido a uma sobrecarga de dejetos, os humanos são forçados a abandonar a Terra, vivendo em naves espaciais. Porém, diferentemente da ficção, a tecnologia humana ainda não nos permite realizar feitos assim, obrigando-nos a preservar a natureza.

Apesar das criticas feitas à excessiva produção de descartáveis, seus impactos podem ser amenizados e até mesmo extinguidos se houver um tratamento ideal. Remetendo-se a isso, tecnologias como a reciclagem são altamente recomendadas, por transformarem o lixo em novos produtos do mesmo material. Apesar disso, o tratamento de resíduos sólidos ainda é precário no Brasil, sendo que, de acordo com dados do IBGE, cerca de 65% dele é destinado a lixões, o pior modo de descarte, e apenas 12% é devidamente tratado e reciclado. Isso acontece mesmo com a proibição federal de lixões, muitas vezes por falta de recursos municipais para destinar ao tratamento de lixo.

Em suma, a questão do lixo e consumo no Brasil pode ser resolvida e amenizada, mas requer medidas urgentes. Dessa forma, visando expandir o tratamento do lixo no Brasil através da reciclagem, o Governo Federal deve garantir isenções fiscais a centros de reciclagem e a empresas que utilizem de produtos reciclados em sua produção, o que estimulará o crescimento dessa prática. Além disso o Ministério do Meio Ambiente deve estabelecer um fundo monetário com o intuito de auxiliar municípios carentes sem condições de tratar de seus dejetos. Esse fundo deve ser constituído da arrecadação de tributos voltados a empresas cuja produção seja danosa à natureza, que por sua vez devem ser criados com o auxilio do Congresso Nacional.