O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 15/05/2020
A política nacional-desenvolvimentista de Juscelino Kubistchek, em seu governo (1956–1961), para estimular o crescimento industrial dava ao Brasil rumos de prosperidade. Entretanto anos depois, com um sistema capitalista e industrializações instaurados no país uma série de consequências negativas, sobretudo naturais, podem ser observadas. O consumismo aliado a obsolescência programada e a despreocupação governamental e social frente iniciativas sustentáveis geram a cada dia, por exemplo, uma maior produção de lixo.
No livro “A história das coisas”, de Annie Leonard, a temática da obsessão pelo consumo e a destruição do planeta é abordada de forma muito genuína. A obra pode ser facilmente instalada na atual sociedade, uma vez que as pessoas compram muito mais por compulsão do que por necessidade. Além disso uma pesquisa do Instituto Akatu apontou que 76% dos brasileiros não praticam o consumo consciente, portanto, pode-se concluir que parte avassaladora do lixo é gerada desnecessariamente.
Outro viés são as empresas dos eletrônicos. Em primeiro lugar trazem inovações constantes e na sequência incentiva todos a terem os produtos mais modernos possíveis e em segundo lugar praticam a obsolescência programada, encurtando a validade de diversos aparelhos. O Brasil coincidentemente é o sétimo maior produtor desse tipo de lixo do mundo e o quarto maior mercado consumidor, também em escala global, de acordo com estudo realizado pela Organização das Nações Unidas.
Em síntese a filosofia de Thomas Hobbes de que “o homem é o lobo do homem” perpetua por mais de três séculos. Com posturas aquisitivas exageradas seguidas de práticas anti sustentáveis a sociedade poderá enfrentar consequências ambientais graves. Portanto cabe as autoridades a produção de campanhas de conscientização e a instalação de atos pertinentes, como a coleta seletiva e maiores fiscalizações no setor industrial.