O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 17/05/2020
Segundo o pensamento do filósofo Claude Levi – Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. De maneira análoga, em 1516, na obra ‘’Utopia’’, o escritor inglês Thomas More se destacou no campo literário, ao narrar uma sociedade coesa e equitativa. Não obstante, no Brasil, percebe-se o contrário, um exemplo é o acúmulo de lixo, que tem como alicerce não somente o consumismo exagerado, mas também os sérios problemas de saúde. Sob esse aspecto, convém analisar o problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que as palavras presentes na bandeira do país- ordem e progresso, retratam os objetivos de uma nação. Para avançar, é mister que ocorram ações baseadas na empatia e no bem geral. Contudo, segundo a visão de Lévi-Strauss, nota-se que a sociedade sofre com a coleta inadequada do lixo. Segundo pequisa realizada pelo G1, a maioria das cidades brasileiras mantém depósitos de lixo sem tratamento. Por conseguinte, inúmeros são os problemas enfrentados, haja vista que existem uma maior concentração nos centros urbanos. Nessa perspectiva, conflitos são ocasionados no sistema de saúde, que é provocado pela negligência social. Desse modo, a ausência de políticas públicas propiciam ao individuou a falta de interesse pelo papel de cidadão.
Em segunda instância, faz-se mister ainda salientar que a falta de investimentos no saneamento básico é um grande impulsionar do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da modernidade líquida vivida no século XXI. Nesse contexto, o consumismo é um precursor por ineficácia, que por sua vez gera resíduos poluentes, causando sérios problemas na saúde da população. Diante de tal, medidas precisam ser tomadas para que haja harmonia social entre o homem e o meio ambiente.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Por isso, cabe ao Estado, em parceria com as prefeituras locais, principal regência que ergue esse setor, investir em profissionais, como os agentes sanitários, no ambiente domiciliar e urbano, visando a fiscalização adequada. Ainda cabe a mídia o papel de promover campanhas e debates em horários nobres fomentando os efeitos do consumismo, para que o cidadão crie o sentimento de responsabilidade pelo meio ambiente. Assim, a partir dessas ações, será possível voltar a Utopia e garantir uma visão inovadora para o nosso cotidiano.