O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/05/2020
Na canção “7 rings”, da norte-americana Ariana Grande, é representada a ascensão da mentalidade consumista do século XXI. Com o refrão “eu vejo, eu gosto, eu quero, eu compro”, a cantara reafirma a aptidão da sociedade em obter, cada vez mais, bens materiais. Infelizmente, no Brasil, é visto que a cultura do “eu quero, logo compro” traz graves consequências, tendo, como principal, a disseminação de lixo. Isso ocorre, maiormente, devido à pretensão do mercado em conseguir lucrar progressivamente e à falta de educação econômica e ambiental frente ao consumo exacerbado. Diante disso, torna-se necessário a discursão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro plano, é fulcral pontuar que o capitalismo financeiro se apresenta como um entrave na luta contra o consumismo. Atualmente, empresas utilizam a tática da obsolescência programada, o que faz com que os consumidores comprem outros produtos , já que essa entidade , propositalmente, os desenvolveu para que ficassem não-funcionais em um curto tempo. Entretanto, se por um lado os grandes empresários obtêm mais capital, por outro o planeta recebe maiores quantidades de lixo. Esse fato contrasta com os dados do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), os quais afirmam que o Brasil ocupa o 4° lugar entre os maiores produtores de lixo e que o país lança, a cada ano, 11 milhões de resíduos plásticos na natureza. Logo, é perceptível que a humanidade só irá se desenvolver, em sua totalidade, quando houver mudanças hábitos.
Ademais, atrelado ao supracitado, é imperativo ressaltar que a problemática advém de uma educação defasada e quase inexiste, no que concerne ao ensino de práticas que visem discernir pessoas à compras conscientes. Além disso, é fático salientar que essa conduta consumista leva ao que Guy Deboard clássica como “a sociedade do espetáculo”, em que os indivíduos passam a possuir bens com o intuito de criar uma personificação que agrade a sociedade e o faça parecer bem sucedido. Contudo, esse pensamento não se aplica a péssima condição ambiental que é gerada após um produto se tornar obsoleto. Dessa forma, torna-se evidente que um consumo baseado em sustentabilidade se faz necessário.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para resolver o impasse. Dessarte, urge que o Ministério do Meio Ambiente deva impedir que empresas produzam itens de baixa qualidade por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que, para um produto entrar no mercado, deve haver certificação de que irá durar bastante e que o material constituinte é biodegradável, a fim de causar menos danos ao meio ambiente. Espera-se, com essa medida, que a poluição causada pelo lixo e a cultura do consumismo sejam mitigados no Brasil.