O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 03/06/2020

A animação “Wall-e” lançado no ano de 2008 pela Pixar, mostra como a Terra se transforma num lugar inabitável cujo única forma de vida é um robô, criado para ser usado como compactador de lixo. Por mais absurda que a ficção venha parecer, se levada em consideração a cultura consumista da atual sociedade brasileira, essa realidade não se mostra tão distante. Assim, é lícito afirmar que a relação entre o lixo e o consumismo no Brasil, influenciado diretamente pelos centros comerciais, tem afetado grandemente o meio ambiente.

Convém ressaltar, em uma primeira análise, que o próprio comércio brasileiro tem contribuído por meio de propagandas apelativas, convencendo a população de uma essencialidade que muitas vezes simplismente não existe. No ano de 2018, o Instituto Akatu, publicou o resultado de sua pesquisa sobre consumo consciente, a pesquisa aponta que “76% dos 1.090 entrevistados – homens e mulheres como mais de 16 anos – não praticam o consumo consciente.” Com uma porcentagem tão alarmante é notório a necessidade de concientizar os mesmos.

Em uma segunda análise, o aumento na geração de resíduos sólidos tem provocado grandes impactos à natureza, como exemplo disso são os danos causados pelo chorume, que nada mais é do que o resultado da decomposição e putrefação de matéria orgânica. Para se ter noção das suas consequências o mesmo pode causar a poluição dos lençóis freático, além disso, essa condição atrai animais que transmitem doenças, como ratos e insetos diversos.

A sociedade brasileira atualmente tem dado demasiada importância ao ter e não ao ser, mostrando um consumismo exacerbado. Compreende-se, portanto, a necessidade de medidas a fim de amenizar essa situação. Logo, é imprescindível que o governo juntamente com ONG’s, concientizem a população de modo geral por intermédio de campanhas, à respeito da importância de ser uma consumidor consciente e preocupado com futuro do seu planeta, sua casa.