O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/05/2020

Com o advento da Terceira Revolução Industrial no século XX, houve um grande crescimento nos campos da tecnologia e ciência. Contudo, esse crescimento gerou uma produção exacerbada de matéria de difícil destinação. Assim, o excesso de consumismo da sociedade, incentivado pela contínua atualização dos meios tecnológicos, aliado à falta de políticas de ensino ao reaproveitamento, contribuíram para gerar um agravante ao meio ambiente. Dessa forma, medidas são necessárias para atenuar esse quadro.

À priori, percebe-se que houve uma melhora significativa do poder de compra do consumidor, e isso ocorreu devido às facilidades de crédito oferecidas pela indústria de bens e ao próprio incentivo governamental, que contribuiu para rotatividade monetária. A exemplo disso, em 2016, o Governo Federal reduziu as tarifas de imposto sobre os produtos industrializados no setor automobilístico, fato que culminou num aumento das vendas de automóveis e gerou uma demanda maior de empregos nessa área. Assim sendo, nota-se que, devido a essas vantagens a sociedade tornou-se mais consumista, incitada pelas facilidades econômicas e, também, impulsionada por seu desejo de sempre consumir o produto mais atual e moderno, e dessa maneira, levou a uma produção maior de resíduos, principalmente, eletrônicos e industriais.

Sob outro viés, é sabido que existe uma educação falha quanto ao tema da reciclagem e do reaproveitamento dos produtos consumidos. Nesse sentido, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstrou que ,em 2018, menos de 40% da população sabia quais materiais são recicláveis, e desse modo, grande parte do que poderia ser reaproveitado é descartado como lixo comum. Portanto, há um agravamento da problemática dos dejetos no meio ambiente.

Logo, são necessárias reformas que minimizem esse cenário atual. Destarte, as grandes empresas multinacionais, como as de aparelhos tecnológicos, Apple e Samsung, deverão buscar projetos de reutilização de peças ou materiais dos aparelhos obsoletos, de forma que eles não precisem ser totalmente descartados no meio. Ademais, tais empresas poderão oferecer formas de desconto ou vantagens aos consumidores que devolverem os dispositivos antigos na compra do novo. Diante disso, o Governo Federal poderá isentar alguns impostos de empresas que aderirem a esse programa de troca e, também, deverá promover palestras e campanhas publicitárias, com apoio da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a fim de, reduzir o consumismo irracional e desenfreado e minimizar a produção de rejeitos não recicláveis.