O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Como afirmado pelo filósofo contratualista genebrino Jean-Jacques Rousseau: “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”. Nesse contexto, ao associar-se a frase do autor à questão do lixo e a sociedade de consumo no Brasil, torna-se notória a sua congruência. De modo que a falta de infraestrutura para o lixo e a cultura do consumismo sejam fatores que comprovam e influenciam o corromper do indivíduo na sociedade.
Em primeira análise, a falta de infraestrutura presente no Brasil é uma das principais causas para a grande problemática que é o lixo. Uma vez que produzido, tais resíduos tendem a aumentar progressivamente, principalmente nos grandes centros urbanos, de forma que os locais para a disposição de todo esse material se esgotem rapidamente, ocasionando em descartes inapropriados e consequentemente em futuros problemas patológicos. De acordo com o Instituto GEA, diariamente, em São Paulo, são produzidos e coletados 14 milhões de quilos de lixo, tornando-se uma questão que excede à capacidade dos órgãos governamentais.
Além disso, é válido ressaltar sobre a cultura do consumismo na sociedade brasileira. A qual fornece para o cidadão um padrão de compra e descarte, repetidas vezes, fazendo com que o mesmo busque consumir cada vez mais e alimente um sistema que visa a irracionalidade no consumidor. Como citado por Antoine Laurent Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde e tudo se transforma”. Nesse sentido, o lixo sempre volta à porta do consumidor irracional, segundo a ideia de Lavoisier.
Compreende-se, portanto, a necessidade de medidas a fim de melhorar este cenário. Logo, é imprescindível que o governo, através do Ministério do Desenvolvimento Regional, promova o programa de segregação do lixo, preparando e equipando os centros urbanos, visando os “3 R’s” da sustentabilidade (Reduzir, reciclar e reutilizar). Ademais, é de suma importância que a escola (Órgão responsável pela formação do indivíduo) conscientize a sociedade sobre os demais problemas ambientais gerados pela cultura do consumismo, por meio de campanhas e palestras educativas, a fim de informar e amenizar os impactos causados pelo consumo excessivo.