O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 01/06/2020

Atualmente, época de grande avanço no Brasil e no mundo no tocante tecnológico, este tem se mostrado desfavorável para a sociedade em alguns aspectos, sendo um deles o consumismo, que gera como consequência o aumento na quantidade de lixo no país. É absurdo que, em pleno século XXI, o Brasil ainda conviva com um problema tão grande movido pela ignorância e pelo padrão de consumo imposto pela mídia.

Os meios de comunicação- sejam eles redes sociais, propagandas televisivas ou revistas/jornais- desempenham um papel fundamental no tocante ao incentivo do consumo desenfreado na sociedade dos dias atuais. É completamente comum (comum, não normal!) o consumo e o descarte de produtos em uma velocidade desenfreada, e uma das grandes consequências disso é a poluição do meio ambiente, que é causada tanto pelos gases e resíduos descartados pelas indústrias produtoras, como pela própria sociedade ao fazer o descarte totalmente inadequado do “lixo”.

Outro grande problema que essa quantidade de lixo promove é representado na figura dos lixões. A lei nacional de Resíduos Sólidos é de 2010 e fixava um prazo de quatro anos para que todos os lixões se transformassem em aterros sanitários e tratassem de forma correta os resíduos. A realidade dez anos depois é que o Brasil ainda possui mais de 3200 lixões e apenas 900 aterros sanitários. Esses números dão uma dimensão de quantas pessoas ainda vivem em situações precárias, usando o lixão como fonte tanto de trabalho como de alimentação e moradia.

Em frente a tudo que foi anteriormente mencionado a respeito dos problemas decorrentes do mau gerenciamento do lixo no Brasil, se fazem necessárias medidas a fim de minimizar o problema. Nas palavras do filósofo Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Logo, campanhas educativas podem ser inseridas nas escolas e divulgadas nos meio de comunicação, para que as pessoas entendam os malefícios do consumismo e aprendam a fazer o descarte correto do lixo. A respeito dos lixões, a lei já existe. Apenas falta-lhe uma dose de eficácia.