O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 05/06/2020
Nas últimas décadas, a sociedade contemporânea presencia um aumento gradativo na escala da produção industrial somado a uma renovação na dinâmica dos hábitos de consumo. É notório que a modernização desses hábitos trouxe, em muitos sentidos, mais comodidade e praticidade ao dia-a-dia. A grande variabilidade dos produtos disponíveis ao consumidor, proporcionada em grande parte pelos avanços tecnológicos, elevou o nível de consumo a patamares inimagináveis em épocas passadas. Todavia, diante dessa realidade, nos deparamos com a primordial questão: como lidar com a quantidade excessiva de lixo gerada atualmente, tendo em vista a ameaça nos quais esses lixos se encontram?
Sob forma orgânica ou sintética, o lixo produzido nos grandes aglomerados urbanos não encontra, na maioria das vezes, a destinação necessária para que o bem-estar da sociedade e a preservação ambiental sejam assegurados. Os chamados aterros sanitários estão cada vez mais saturados, e as medidas de reaproveitamento do lixo ocorrem de forma paliativa ou em baixa escala.
Outro problema recorrente nos dias de hoje é a produção desenfreada do lixo altamente tóxico proveniente de aparelhos eletrônicos, que quando descartado diretamente na natureza pode contaminar lençóis freáticos e causar sérios danos à saúde humana.
Apesar da existência de projetos como a coleta seletiva e a redução da produção de materiais à base de polietileno (como as sacolas plásticas), deve-se ressaltar que uma melhoria efetiva nesse contexto só é viabilizada por meio da maciça conscientização social unida a medidas criteriosas por parte do poder público.
Dessa forma, o financiamento, por parte do governo, de pesquisas em universidades que visem à criação de formas eficientes de reciclagem é uma das alternativas para que os males causados pela produção de lixo sejam atenuados. Ademais, é necessária a valorização social das medidas que levem ao desenvolvimento sustentável, dentre elas: a troca de aparelhos eletrônicos somente quando necessário, reaproveitamento de materiais domésticos e a preferência pela utilização de materiais biodegradáveis.