O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 08/06/2020
Na sociedade contemporânea brasileira perpetua-se um sistema em que, quem não possui ou não compra muitas coisas não tem muito valor. Vive-se em uma estrutura social pautada pelo consumo, onde o bem adquirido tem prazo de validade e como consequência gera um ciclo infindável do consumismo e descarte, gerando um prejuízo ambiental irreparável.
Em primeiro plano, evidencia-se como reflexo da aquisição excessiva por parte da população brasileira, a ocupação do país como quinto maior produtor de lixo do planeta. Tal ocupação se da por duas características da contemporaneidade, sendo elas a obsolescência programada e perspectiva.
Ambas andam lado a lado, tendo em vista que o indivíduo que não acompanha o hábito sofre uma periferização social. Diante da era da informação em um mundo globalizado, o ato de consumir deixa de ser uma escolha e passa a ser uma obrigação, afinal quem não obtém algo não está apetecido socialmente.
Está pratica de consumo linear, que depende de recursos de um planeta finito para sua produção e descarte, gera alterações em lençóis freáticos, mudanças drásticas no clima e um alto volume de resíduos para ser desprezado. Em vista dos fatos apresentados, medidas paliativas são necessárias.
Para mitigação dos impactos de uma aquisição desenfreada, em primeiro plano os governos municipais devem fazer campanhas que demonstrem a importância do consumo consciente e sobre os benefícios do descarte correto para a sociedade. Ainda na esfera municipal a partir de incentivos fiscais, fazer parcerias com organizações não governamentais para ampliar a rede de apoio de reciclagem, que geraria um impacto ambiental positivo e a geração de renda. Já em esfera federal o ministério da educação, deve incluir no ensino básico questões ambientas e o consumo consciente, através de palestras que incluam a participação de alunos e da comunidade.