O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 07/06/2020
A consolidação do Fordismo, durante a crise de 1929, estimulou o consumismo à medida que produzia em grande escala. Nesse contexto, quase um século depois, observa-se que o aumento da produção de lixo é um grave problema no Brasil devido, não só ao consumo exagerado, mas também ao descarte inadequado de resíduos produzidos.
A priori, convém ressaltar o quanto o consumo exorbitante contribui para a existência da questão. De acordo com a SPC e a CNDL apenas 31% da população brasileira pode ser considerada ‘consumidor consciente’, oque é muito preocupante, tendo em vista que consumismo é uma das principais causas para o acúmulo de lixo.
Ademais, é importante destacar o destino impróprio do lixo como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rouseeau na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se que o destino de lixo rompe com a defesa do filósofo iluminista, uma vez que é apenas empilhado em aterros e lixões no Brasil. Dessa forma, é inaceitável que no terceiro milênio, ainda não haja o descarte adequado dos resíduos e a reciclagem apropriada. Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, as mídias, por meio de propagandas, devem estimular o consumo consciente e o uso dos “3R” (reciclar, reduzir e reutilizar). Nesse sentido, o fito de tal ação é reduzir a produção de lixo. Além disso, o Estado deve encontrar melhor destinação para os resíduos descartados. Feito isso, o problema vivenciado será gradativamente erradicado do país.