O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 11/06/2020
lixo, maior destruidor de vidas marinhas.
Wall-e é uma animação, que mostra o mundo no futuro, totalmente coberto por resíduos de lixo, sem uma vida qualquer, pois a poluição não permite a sobrevivência de nenhum ser vivo. Na atualidade a preocupação com o meio ambiente tem sido muito debatida no ensino de Geografia, haja vista que o seu objetivo de estudo é o espaço geográfico, cuja as transformações são decorrentes principalmente da ação humana.
Boa parte das cidades brasileiras tem apenas lixões a céu aberto. Entre os problemas causados por esses, está: a poluição do solo, da água, do ar e visual, o odor fétido que exalam. há também os problemas relacionados à saúde pública, pois esses lixões são locais de disseminação de diversos vetores de doenças como ratos, moscas e baratas. Sobre os ratos, o risco é transmissão de leptospirose. Já as baratas, o problema é por onde passam, podendo assim transmitir doenças que causem diarreia, dores, febre e até doenças mais sérias como a hepatite.
Além disso, o lixo plástico causa um grande impacto ambiental, na cadeia alimentar se tornou uma verdadeira preocupação. Um estudo realizado durante seis anos pelo 5 Gyres Institude estimou que há cerca de 5,25 trilhões de partículas de plásticos flutuando no oceano. Diferentes tipos de plástico marinho acabam em partes diferentes da cadeia alimentar. Sacolas de plástico, por exemplo, se assemelham com águas vivas e são consumidas pelas tartarugas.
Jogar fora apenas coisas que realmente não servem mais seria uma das possíveis soluções para diminuir a produção de lixo. A maior parte do que jogamos fora todos os dias, ainda pode ter serventia. Vidros, latas de alumínio, papéis, embalagens plásticas podem ser reaproveitados ou reciclados. Se os reutilizarmos de alguma forma, evitaremos uma possível catástrofe ecológica devido ao acúmulo de tanto lixo em locais impróprios. Isso somente será possível por meio da sensibilização, não apenas por parte das autoridades, mas, sobretudo, por parte da população e dos órgãos responsáveis pela preservação ambiental, dando destinação adequada a esses resíduos sólidos e fazendo valer a aplicabilidade dos 5 R’s: repensar, reduzir, reutilizar, reciclar, recusar.