O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 13/06/2020
O espaço geográfico foi profundamente modificado a partir do advento da Primeira Revolução Industrial, tendo como epicentro inicial a Inglaterra e, na busca por consumidores, sofreu gradativa expansão para as demais regiões do mundo. Nesse viés, pode-se mencionar que apesar do Brasil apresentar industrialização tardia, apenas no século XX, este possui sérios problemas sanitários, secundários ao consumo desenfreado de parte da população. Assim, convém abordar os impactos do excesso de lixo na esfera do governo e da sociedade civil.
Primeiramente, observa-se a ineficiência do Estado em relação ao gerenciamento ao lixo doméstico e industrial. Prova disso reside nos dados apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao afirmar que 64% dos municípios brasileiros apresentam coletas de resíduos sólidos inadequadas. Dessa forma, fica evidente a inabilidade da gestão pública em implantar sistemas seguros de armazenagem e processamento desses materiais, como a instalação de aterros sanitários.
Por conseguinte, cabe pontuar a frágil conscientização dos cidadãos no que se refere a aquisição excessiva de objetos de consumo, adicionada a ausência de coleta seletiva no lixo doméstico. Logo, essa inação é contrária aos pilares do desenvolvimento sustentável ratificados na última Conferência Ambiental Mundial, Rio + 20. Dessa maneira, constata-se que os termos reduzir, reutilizar e reciclar ainda estão distantes da realidade desse público, o que reverbera negativamente para a saúde da sociedade.
Fica claro, portanto, a necessidade em adotar práticas saudáveis de consumo e descarte de materiais. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente, órgão federal responsável pela gestão do lixo, deve extender a implantação de aterros sanitários em todos os estados, por meio de subsidíos financeiros aos municípios, no intuito de minimizar a agravamento dos danos da sua alta demanda. Em adição, os municipais devem oferecer a população um local apropriado para destinar os materiais previamente separados no ambiente domiciliar.