O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 24/06/2020

No documentário “Lixo extraordinário” os temas o estatuto da arte e a questão do lixo na sociedade contemporânea são abordados de maneira impactante no Brasil, com ênfase as regiões periféricas e marginalizadas. Isso é reflexo inadequado de uma sociedade que produz toneladas de lixo por dia, que cada vez vem se agravando mais e na população brasileira ainda não há políticas adequadas de descarte. Desse modo, medidas que mudem essa realidade se fazem necessária, uma vez que tal comportamento vem se tornando um problema enorme para o meio ambiente.

A priori, na animação cinematográfica “Wall-E” à terra é retratada como um lugar desabitado em razão do alto nível de poluição. Esse cenário, aproxima-se da realidade atual brasileira, de modo que se nota descomunais resíduos presentes corriqueiramente na conjuntura urbana. Deste modo,  o modelo de consumo capitalista auxiliou na grande demanda de lixo gerado no país.  Por conseguinte, o grande  crescimento populacional nacional levou ao aumento da demanda de produtos, assim, ocorreu a criação de um ciclo no qual as empresas saem favorecidas devido ao alto consumo do brasileiro, a fauna e flora em situação preocupante devido à alta porcentagem de lixo sendo jogado em grande demanda em locais desapropriados.

A posteriori, o consumo exacerbado em conjunto com falta de políticas de destinação adequada do lixo vem  sendo prejudicial ao meio ambiente e principalmente ao país que sofre com as consequências deste ato. Outro fator, é que grande parte da sociedade descarta nos sextos de coletas, materiais recicláveis ou fazem o excluso inadequado deste produto. Essa quantidade absurda de descarte é depositada em aterros sanitários sem separação, de modo que lixo eletrônico, orgânico e residencial são colocados todos no mesmo espaço, sem tratamento. Assim, ocorre a contaminação dos lençóis freáticos que abastecem muitos municípios, carregando doenças para a população o que leva a uma disseminação de contágio devido à negligência estatal. Nesse contexto, o poder dos governantes é peça chave, pois o recolhimento do lixo é dever do município, cabendo a ele a instauração da coleta seletiva.

Em síntese, é urgente que haja o tratamento destes lixos e a revisão forma no qual são descartados, de modo que isso seja assegurado na prática efetiva, cabe ao Ministério do Meio Ambiente essa função, por intermédio da Cooperativa de Catadores de Lixo (Cortrap), por meio da criação de uma lei que será entregue a Câmera. Nela será estabelecida a criação de novos aterros sanitários e uma multa para o descarte inadequado do lixo. Espera-se dessa forma, caso feita em conjunto, atenuar os problemas do lixo devido á grande sociedade de consumo no Brasil.