O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 20/06/2020
No limiar do século XXI, os caminhos para o consumo consciente no Brasil são um dos dilemas que o país precisa administrar e resolver. Assim, tal prática está relacionada com a negligência social ao descarte de lixo, bem como a insuficiência estatal na ampliação de leis. Logo, haja vista que o consumo consciente é fundamental para o desenvolvimento da nação, ele deve ser efetivado pelos agentes adequados, a partir das resoluções dos entraves vinculados a ele.
É axiomático que a falta de cuidado no que tange ao descarte de lixo no Brasil é preocupante. Desse modo, a sociedade atual é marcada pelo consumismo desnecessário na procura de uma satisfação, que é momentânea, já que, após um produto comprado o desejo de adquirir um novo produto é fluente, tornando assim um ciclo vicioso. Diante disso, a quantidade do descarte de lixo vai aumentando rapidamente, exemplo disso são celulares que na cultura econômica são lançados um após o outro e o descarte inadequado desses causam problemas ao ambiente, como o aumento do efeito estufa. Nesse sentido, é possível relacionar esse cenário ao pensamento do filósofo Confúcio:“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”, ou seja, não corrigindo a falha do consumismo exagerado causará novos erros: problemas ambientais e da saúde do home, como exemplo o câncer.
Em segunda análise, vale salientar que a falta de leis para regular esses sistemas de produção é precária. Desde a Revolução Industrial, o meio de produção vem se modernizando trazendo grandes benefícios a sociedade. Porém, para alcançar isso, houve a exploração brutal sobre a natureza, desmatando-a e poluindo-a, provocando mais impacto ambiental. Apesar disso, o mercado não parou de produzir e fazer com que pessoas consumam mais, exemplo disso são as propagandas e promoções inusitadas. Ademais, para o alcance de maior venda os produtos atuais apresentam cada vez, mais uma durabilidade baixa e o Estado não ampliou leis para esses entraves. Portanto, é como se o Estado aprovasse esses comportamentos adotados pelas empresas de produção para alavancar a economia do país não pensando no sustentável, e sim no que isso pode beneficiá-lo no momento.
Em síntese, ao observar o atual cenário é notória o desleixo social social ao descarte de lixo e a falta de leis. Dessa maneira, para amenizar o problema é preciso que o Ministério da Justiça, órgão do Poder Público responsável pela defesa da ordem jurídica e garantia constitucionais, elabore leis para que aumentem a durabilidade dos produtos. Isso pode ser feito por meio de um projeto com profissionais como técnicos e ambientalistas e outros para ampliar os estudos e contribuir para as leis, a fim de garantir a sustentabilidade, diminuir o descarte de lixo e controlar as indústrias de produção.