O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 22/06/2020
O livro “os delírios de consumo de Becky Bloom”, escrito por Sophie Kinsella, retrata a história de uma jornalista financeira que transforma-se em uma consumidora compulsiva ao longo de sua jornada.Sob esse prisma, nota-se durante a trama que esse tipo de situação de consumo é muito preocupante para a sociedade e deve, portanto, ser alterada.No entanto, dois são seus empecilhos: a negligência estatal e o gasto exacerbado da população.
A priori, constata-se que após a Primeira Revolução Industrial ocorreu um aumento significativo na produção de lixo do país, uma vez que com o crescimento industrial e populacional, as pessoas passaram a produzir mais e, consequentemente, a consumirem mais.À luz disso, foi implementado com o passar dos anos uma necessidade mútua de políticas de reciclagem e separação de lixo que buscassem de forma generalizada o recolhimento de materiais que são possíveis de serem reciclados.Entretanto, o Governo falha em assegurar financeiramente essas coletas, dado que segundo relatório da CEMPRE, apenas 17% da população é atendida pelo processo de coleta seletiva no Brasil.Nesse contexto, é imprescindível para sociedade que essa circunstância se modifique.
A posteriori, verifica-se que com a consolidação do capitalismo, o consumo excessivo passou a ser classificado como algo relacionado a status social, posto que os seres humanos foram inseridos em um contexto de produção em massa cercado pela influência do mercado e do bem material no Brasil.Consoante Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, ou seja, na visão de Kant, a sapiência tem uma enorme relação com o papel que o homem exerce na sociedade, de modo que os indivíduos são suas ideias e conhecimento.Dessa forma, no aspecto que conduz o futuro da humanidade com o consumo exacerbado da população, certifica-se que são resultados de um reflexo da falta de estudos de alguns indivíduos sobre os problemas gerado pelo aumento acentuado de lixo no país.Nessa conjuntura, isso precisa ser alterado.
Urge, portanto, que o Estado assegure, na prática, um investimento financeiro nas escolas do Brasil, por intermédio de 1% do dinheiro pago em impostos aplicados na busca da melhoria significativa da qualidade de educação fornecida, com o auxílio da aula de sociologia e de profissionais, na produção de palestras e reuniões participativas que incentivem os alunos a não consumirem intensificadamente produtos e materiais não necessários.Desse modo, com o Governo aliado a educação é possível acabar com o alto número de lixo e de consumo populacional no Brasil.