O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/06/2020

A mentalidade consumista surgiu no final do século XVIII juntamente com a Revolução Industrial. A classe burguesa, com o objetivo de aumentar seus clientes, estimulou a população a comprar demasiadamente. Hoje no Brasil, perdura-se a influencia capitalista, que resulta em excesso de lixo e de descaso, por parte da população.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que uma sociedade consumista atribui valor aos produtos pelo poder de troca que esse tem. Por essa lógica, uma garrafa de água não valerá muito, mas um smartphone importado sim, mesmo que seja impossível viver sem o primeiro. Assim, com esse exemplo, a “troca de valores” gera um sociedade que sempre busca o “telefone inteligente” mais novo, o que destina o antigo ao lixo. E, infelizmente, a sociedade brasileira faz isso com primazia, o que cria montanhas de lixo.

Ademais, o descaso da população é crescente, o que culmina em ainda mais rejeitos. Por exemplo, no Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, havia o maior aterro sanitário a céu aberto da américa latina. Entretanto, uma lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2014, proibiu o seu funcionamento. Contudo, o volume inimaginável de lixo no local era tanto que agora, ao lado do antigo, há o maior lixão clandestino da américa do sul. Esta é a triste realidade: um descaso tremendo com o meio ambiente e com as pessoas que ali vivem.

Considerando o exposto, sobre o impacto social ante os resíduos humanos, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de recursos expositivos, como propagandas televisivas e redes sociais, intensifique a conscientização da população acerca dos problemas causados pelo descuido com o lixo, com o objetivo de mostrar aos cidadãos o real contraste entre o consumismo e seus efeitos, evidenciando que não há espaço para o descaso perante o meio ambiente. Dessa forma, com a população já a par dessa situação, será possível conduzir o destino da sociedade para outro “patamar”, o que eleva o nível do debate público e diminui, assim, a influencia da Revolução Industrial na sociedade brasileira.