O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 25/06/2020
A Revolução Industrial do século XVIII permitiu a ampliação da capacidade de produção e redução dos preços dos produtos. Dessa forma com a alta quantidade de mercadoria disponíveis e preços acessíveis inicia-se a era do consumismo. Com isso, surge a questão do lixo, que persiste sobre a realidade brasileira devido ao consumo irracional e a falta de coleta seletiva.
Nesse contexto é importante ressaltar o pensamento do escritor russo Liev Tolstoi, “todos pensam em mudar o mundo mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”. Partindo desse pressuposto nota-se uma lacuna no que diz respeito à influência social frente ao problema uma vez que os próprios causadores são os consumidores. Isso devido a uma característica presente na população: a compra de utensílios desnecessários muitas vezes para se adequar aos moldes da sociedade ou apenas para satisfazer o poder de compra.
Outro ponto relevante é a questão da coleta seletiva. De acordo com dados do CEMPRE- Compromisso Empresarial para reciclagem, em 2016 apenas 18% dos municípios brasileiros apresentavam coleta seletiva. Logo percebe-se que o país se encontra em um estado de inércia frente a problemática que vem aumentando cada vez mais.
Diante do exposto, fica claro a necessidade resolução do impasse. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente juntamente com ONGs especializadas no assunto, elaborar propagandas e palestras a fito de conscientizar a população sobre as consequências de seu consumo exacerbante no meio ambiente. Tais incentivos devem ser disseminadas através das redes sociais e também nas escolas. Assim, com uma nova ética acerca do consumo o Brasil pode assolar da lista de problemas a questão do lixo.