O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/06/2020

Consumismo e lixo: um problema ambiental

“Trabalhamos em empregos que odiamos para comprar porcarias de que não precisamos”. No filme “Clube da Luta”, há um claro retrato do consumismo irracional, que reitera um ciclo vicioso de trabalhar para comprar. Tal cenário é reproduzido de modo similar na atualidade brasileira, desencadeando problemas ambientais com o aumento progressivo de lixo. Diante dos fatos cabe reavaliar o quadro, a fim de amenizar tal mazela.

Em primeiro plano, vale salientar que os meios midiáticos criam a necessidade artificial de compra. De acordo com Bauman, a atual sociedade prega o consumismo iminente e valoriza o descartável. Tal caso é reforçado na cultura pop, como em “7 rings” de Ariana Grande, em que ela retrata a ostentação de poder comprar tudo o que se vê, mesmo que fútil e breve, como diamantes e sapatos caros.

Outrossim, cabe ressaltar a falta de consciência da sociedade acerca do descarte de seu lixo. Desde a crise econômica de 1929, as empresas têm repensado sua forma de lucrar. Isso resultou na obsolescência programada, da qual os produtos não foram feitos para durar, a ponto de ser necessário comprar outro mais novo. Todavia, não foram revisadas as formas e locais de despejo, de modo que o ambiente foi afetado, tornando praias impróprias para banho por conta de descarte inadequado, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir o descarte correto de itens e produtos já utilizados. Faz-se necessário que, o Governo Federal incentive os cidadãos quanto à realização da separação apropriada do lixo para coleta seletiva, que pode ser reutilizado e reciclado. Para isso, deve ser divulgado em mídia televisiva, em horário nobre, os dias de coleta com o estímulo de redução de impostos de acordo com a quantidade de resíduos coletados de forma adequada por cada casa, verificados por meio de fiscalização apropriada. Assim sendo, haverá menor impacto no meio ambiente por ação humana.