O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 07/07/2020

Segundo a teoria dos signos, desenvolvida pelo filósofo Jean Baudrillard, a atual sociedade, consumista, busca obter bens materiais não mais por sua utilidade, mas como objeto simbólico, aquele que proporciona “status” social. Dessa forma, a busca pelo  novo é essencial para a propagação desse contexto, que evidencia um maior volume de resíduos, causado pelo elevado consumo e tendo como consequência problemas socioambientais.

É relevante abordar, primeiramente, o sistema de marketing como um propulsor da acumulação de dejetos. Tendo em vista que esse volta-se para obtenção de um maior capital, consequentemente, reduz a vida útil dos produtos comercializados, fazendo com que esses sejam descartados rapidamente. Ademais, a propagação de um maior prestígio a tais objetos, assim, como o supracitado, leva ao consumo exacerbado e produz elevados índices de resíduos que provocam diversos problemas ambientais.

Por conseguinte, o descarte incorreto de rejeitos, em lixões, leva a liberação do chorume, líquido poluente advindo da decomposição da matéria orgânica. Como resultado, gera a contaminação do solo e de cursos de água, devido a infiltração desse nos lençóis freáticos. Ademais, a população mais pobre tem um maior impacto relacionado a propagação de vetores, pois esses indivíduos não dispõem de um acesso igualitário à coleta de lixo, estando sujeitos a doenças como cólera e diarreia.

Portanto, para que os problemas sociais e ambientais causados pelo lixo venham a ser minimizados é necessário que o governo, por meio do Ministério do Meio Ambiente, delibere aos municípios que promovam aterros sanitários em conjunto, haja vista , os poucos recursos financeiros. Para que assim, a política de resíduos sólidos, aprovada em 2010, no qual todos os lixões deveriam ser fechados, venham a ser posta em prática, todavia de uma forma que se adeque a realidade Brasileira, levando em consideração suas desigualdades sociais.