O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 05/07/2020
No modelo de produção fordista os produtos eram padronizados e bastante duráveis, esse e outros motivos fizeram com que o modelo entrasse em crise. Desse modo, surge o toyotismo com produtos inovadores e obsoletos, além de oferecer uma produção de acordo com os desejos dos consumidores, desde então o impulso consumista se instalou na sociedade, e com ele, a excessiva produção de lixo. O acúmulo e superprodução de dejetos afeta diretamente o meio ambiente, pois, na maioria das vezes, o lixo não é descartado corretamente e leva anos para se decompor, o que pode comprometer a vida das futuras gerações.
Em primeiro plano, é importante destacar que o excesso de lixo se deve pelo aumento do consumo, que por sua vez tem diversas causas. O sociólogo Zygmunt Bauman discute as relações líquidas, e diz “Vivemos tempos líquidos. Nada é feito para durar”, as pessoas nunca estão satisfeitas com aquilo que tem e estão sempre em busca de mais, criando um ciclo vicioso e infinito. Além disso, tudo o que é consumido gera dejetos, seja o próprio produto que não tem mais utilidade e é descartado ou os lixos gerados durante o processo produtivo. Ademais, o fato de as pessoas não se preocuparem com o destino do seu lixo só agrava a situação.
Dessa forma, o descarte inadequado dos resíduos gera diversos danos à natureza, como a poluição das águas, dos ares e de todo o ecossistema. O lixão é um exemplo de descarte inadequado que traz prejuízos, por exemplo, a poluição dos lençóis freáticos através da liberação do chorume. A população deve se alertar sobre como fazer o descarte correto do lixo, e, principalmente, pensar em maneiras de frear o consumo. O químico Lavoisier disse: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” dessa forma, a melhor maneira de ajudar o meio ambiente é colocando em prática a reciclagem e a logística reversa.
Portanto, urge a necessidade de mudança de postura perante a situação, pois se os índices da produção de lixo continuar subindo a geração estará assinando a própria certidão de óbito. Assim, cabe ao Governo, através de novas leis, decretar medidas obrigatórias de reciclagem para que o acúmulo de lixo diminua, além disso, ele deve ofertar pontos de coleta seletiva e construir novos aterros sanitários. Também, podem ser feitas leis específicas que obriguem as empresas a fabricarem produtos mais duráveis, evitando a superprodução de lixo. Somente assim, o planeta terá uma chance de se recuperar dos danos causados.