O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 06/07/2020

No filme WALL-E é possível observar o impacto da poluição no planeta, onde a quantidade de entulhos se torna tão abundante que a terra passa a ser inabitável. Entretanto a ficção não se difere da realidade brasileira, com a elevação da demanda de descarte no país, devido à cultura do consumismo somado a prática de “jogar fora”, a questão do lixo passa a ser um desafio no Brasil.

Em primeiro plano, vale ressaltar que desde cedo, através de meios midiáticos, é transmitida a crença que o ato de comprar é sinônimo de alegria e prazer. Como exemplo é possível citar o filme O Clube da Luta, onde o personagem principal passava o tempo livre comprando objetos caros e supérfluos, numa tentativa de preencher o vazio em si. Embora a aquisição de itens traga uma sensação de felicidade momentânea, a persistência desse hábito ocasiona em uma codependência, gerando doenças compulsivas como a acumulação.

Outrossim, com a falta da inserção dos três R’s (reutilizar, reciclar e reduzir), o aumento de resíduos nos lixões torna-se inevitável. Segundo Silva Filho, presidente da Abrelpe, “A geração de lixo aumenta no Brasil, mas a destinação adequada não acompanha esse crescimento”. Apesar de possuir tal problemática, é notável a falta de ações que visem incentivar e adotar métodos “eco-friendly” , o que acarreta na disposição de resíduos a céu aberto e na poluição das cidades.

Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com corporações de produções televisivas, desenvolver campanhas midiáticas, por meio de filmes e documentários que demonstrem o impacto negativo do costume excessivo de comprar, a fim de conscientizar sobre problemas que essa prática pode causar no futuro. Além disso, cabe a cada município promover intervenções para diminuir o excesso de lixo, por intermédio de coletas seletivas e a instauração de centros de reciclagem, com o intuito de promover a eliminação e a reutilização de objetos da maneira correta.