O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 11/07/2020

A música “Índios” da banda Legião Urbana, denota o início de uma sociedade consumista no Brasil, onde o simples não é considerado importante. Não distante disso, a sociedade contemporânea ainda privilegia os bens matérias antes que a natureza, resultando, portanto na quantidade excessiva de lixo. Assim, faz-se oportuno destacar a parcialidade informacional e o consumo exorbitante como os principais  pilares da problemática.

A priori, nota-se que a falta de consciência populacional em relação à limitada fonte de recursos naturais e os prejuízos que a poluição excessiva pode causar à humanidade. Nessa ótica, segundo o filósofo Imannuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, é importante frizar a dependência dos recursos naturais para a manutenção da vida dos seres humanos e a biodiversidade. Desse modo, fica explícito que educação é um importante fator para a valorização do meio ambiente em prol do bem-estar de todos os seres vivos.

A posteriori, vale destacar o consumo exacerbado como principal problema da sociedade atual. Dessa forma, conforme o filósofo ateniense Aristóteles, a ética é fundamental para alcançar a plena felicidade, pois a vida deve ser justa, sem excessos ou faltas. Diferente disso, os indivíduos, cada vez mais, valorizam a compra de objetos novos como forma de satisfação, como, por exemplo, a compra de um celular de última geração. Com isso, desmerecendo a ética e contribuindo com a desintegração da natureza.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para amenizar o consumo desnecessário. Por conseguinte, urge que o Ministério da Educação introduza nos sistemas de ensino públicos e privados, por meio de profissionais capacitados em ministrar palestras, o programa “Consumo Ético”. Com o fito de instruir jovens e crianças os cuidados que devem ser tomados para assegurar o bom convívio das gerações futuras. Para que assim, o simples seja considerado importante.