O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 16/07/2020

Na animação cinematográfica ‘‘Wall-e’’, mostra o cenário terrestre inabitável, que foi completamente destruído pelos impactos ambientais causados pelo lixo, decorrente de uma sociedade consumista, que descarta mais do que utiliza. De forma análoga, é preocupante a questão do lixo no Brasil, visto que ainda não há políticas adequadas de descarte. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas e consequências desse impasse em nosso tecido social.

Em primeira análise, vale destacar a cultura do consumo, que ganhou estímulo após o final da Segunda Guerra Mundial, na metade do século XX, como estratégia para a recuperação da economia. De acordo com pesquisa do portal G1, 76% dos brasileiros não praticam o consumo de forma consciente, causada pela influência midiática, que resulta no desperdício e no aumento de resíduos sólidos. Dessarte, é alarmante a falta de consciência da população em relação ao gasto desnecessário.       Outrossim, é valido salientar os problemas ambientais gerados pelo lixo. Conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os lixões a céu aberto deveriam ser fechados até 2015 e serem substituídos pelos aterros sanitários, promovendo uma melhor gestão daquilo que é descartado, porém, ainda há dificuldades em colocar esse sistema em prática. Destarte, é inadmissível a falta de interesse governamental a respeito dos resíduos sólidos, uma vez que descartados de forma inadequada, podem trazer possíveis risco ao meio ambiente e a saúde humana.

Desse modo, a fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes na questão do lixo e a sociedade consumista. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas governamentais, deve criar propagandas a serem divulgadas em canais televisivos e redes sociais, com a ajuda de ONGs, informando as consequências do consumo desnecessário. Espera-se, com isso, que a sociedade caminhe para um futuro ecologicamente consciente.